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Curto e Profundo

Rayman Assunção

Não sinta inveja de quem é bonito

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A inveja é um peso silencioso que corrói por dentro. Quando alguém olha para outra pessoa e deseja possuir sua beleza — seja a aparência agradável ou aquela postura aparentemente inspiradora — entra num ciclo de comparação que nunca termina bem. A verdade é simples: ninguém enxerga o retrato completo da vida alheia. O que muitas vezes parece perfeição pode esconder conflitos, inseguranças e dores que não aparecem nas fotos ou no sorriso ensaiado.

A beleza externa pode impressionar, mas não define caráter, maturidade ou paz interior. Há quem ostente um rosto harmonioso e, ainda assim, carregue dentro de si tempestades que destruiriam qualquer aparência de equilíbrio. E há quem não se enquadre nos padrões estéticos do momento, mas carrega serenidade, fé, firmeza moral e alegria verdadeira — valores que nenhuma câmera consegue capturar por completo.

Comparar-se com os outros, especialmente no campo da beleza, é desperdiçar energia que deveria ser investida em construir aquilo que realmente importa: uma vida íntegra, um coração bem orientado e um espírito fortalecido. Em vez de olhar para o outro com desejo ou frustração, vale perguntar: “O que posso aprimorar em mim para me tornar alguém melhor, mais justo, mais luminoso por dentro?”

A verdadeira beleza não é um rosto alinhado, mas uma presença que inspira confiança, humildade, bondade e clareza de propósito. E essa beleza está ao alcance de qualquer pessoa que decide cultivar virtudes, trabalhar a própria história e caminhar com autenticidade. A aparência passa; o que se é, permanece.

Por isso, não vale a pena invejar quem parece bonito. Vale, sim, buscar ser inteiro, verdadeiro e firme. Porque a única beleza que nunca se desgasta é aquela que nasce do interior e se expressa em cada atitude. Essa, sim, transforma vidas.

Preços dos planos

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