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MÚSICA
"Raridade" Humana: o valor da alma aos olhos de Deus
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Dissertação da canção "Raridade", de Anderson Freire.
Dissertação por Rayman Assunção.
A canção “Raridade”, de Anderson Freire, é um texto musical profundamente pastoral e existencial, que trata do valor intrínseco da pessoa humana à luz da fé cristã. A letra se constrói como uma resposta direta às feridas da rejeição, da comparação e da sensação de inutilidade que marcam a experiência de muitos indivíduos no mundo contemporâneo. Seu eixo central é a afirmação de que cada ser humano é único, irrepetível e amado por Deus, independentemente de suas quedas, fracassos ou limitações.
Logo no início, a música confronta um sentimento comum: a dor de não se sentir suficiente. A letra reconhece que a vida, muitas vezes, parece injusta e que as pessoas carregam marcas deixadas por palavras duras, abandonos e expectativas frustradas. No entanto, em vez de negar essa realidade, a canção a assume para, a partir dela, anunciar uma verdade maior: o valor de alguém não é definido pelas circunstâncias nem pelo olhar alheio, mas pelo olhar de Deus.
O conceito de “raridade” funciona como uma metáfora poderosa. Ao afirmar que não existem duas pessoas iguais, a letra rompe com a lógica utilitarista e comparativa da sociedade moderna, que mede o valor humano pela produtividade, sucesso ou aparência. A canção recorda que a singularidade de cada pessoa é parte do projeto divino, e que até mesmo as fragilidades fazem parte dessa identidade única. Assim, o erro não anula o valor; ao contrário, revela a necessidade da graça.
Outro ponto central da letra é a ideia de restauração. Deus não apenas reconhece a raridade do ser humano, mas também se compromete a cuidar, curar e levantar aquele que caiu. A imagem de Deus como alguém que “coleciona lágrimas” e que conhece profundamente a dor de cada um reforça uma espiritualidade de proximidade, não de julgamento. Trata-se de um Deus que não descarta, não substitui e não abandona.
Por fim, “Raridade” assume um tom de encorajamento direto. A música não se limita a consolar; ela exorta o ouvinte a permanecer firme, a não desistir de si mesmo e a confiar no cuidado divino. É uma mensagem que une fé e dignidade humana, espiritualidade e identidade, lembrando que, mesmo em um mundo que insiste em reduzir pessoas a números, Deus continua chamando cada um pelo nome. Nesse sentido, a canção se torna não apenas um louvor, mas um manifesto contra o esquecimento do valor da alma.
VÍDEO
Se olhe no espelho e diga: "Eu me amo"
Há uma força silenciosa que muitos ignoram: o poder de reconhecer o próprio valor. Olhar-se no espelho e declarar “eu me amo” parece simples, até bobo para alguns, mas é um dos gestos mais profundos que alguém pode fazer pela própria alma. Amar-se não é arrogância; é fundamento. Sem amor-próprio, ninguém consegue sustentar relacionamentos saudáveis, enfrentar desafios com coragem ou caminhar com firmeza quando o mundo tenta desestabilizar.





