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Minha Fé

Rayman Assunção

Os pecados que despertam a ira de Deus: Adultério, Assassinato e Corrupção

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No cenário contemporâneo, marcado por relativismo moral, banalização do pecado e uma compreensão diluída da justiça divina, falar sobre os pecados que despertam a ira de Deus soa incômodo — e justamente por isso, necessário. Adultério, assassinato e corrupção não são apenas falhas morais individuais; são pecados graves que ferem profundamente a ordem criada por Deus, destroem vínculos essenciais e clamam aos céus por justiça. A Sagrada Escritura, a Tradição da Igreja e o Magistério sempre trataram essas realidades com seriedade, não por rigorismo, mas por amor à verdade e à salvação das almas.

A ira de Deus, é preciso afirmar com clareza, não se confunde com um descontrole passional, como nas paixões humanas. Trata-se da expressão justa e santa de Sua oposição radical ao mal, ao pecado que destrói o homem e a sociedade. Desde o Antigo Testamento, a Palavra de Deus revela que certos pecados “clamam ao céu”: o sangue inocente derramado, a infidelidade que rompe alianças sagradas e a injustiça estrutural que oprime os fracos. No Novo Testamento, Cristo não relativiza esses males; ao contrário, aprofunda sua gravidade, chamando à conversão interior e à fidelidade radical ao Reino.

O adultério atinge o coração da aliança matrimonial, imagem viva da união entre Cristo e a Igreja. Ao ser tratado hoje como questão privada ou simples “escolha afetiva”, perde-se de vista seu caráter objetivo de traição, mentira e injustiça. Ele fere não apenas o cônjuge, mas os filhos, a família e o tecido social. A Igreja, fiel ao ensinamento de Cristo — “o que Deus uniu, o homem não separe” — continua a proclamar a indissolubilidade do matrimônio não como peso, mas como vocação elevada e caminho de santidade.

O assassinato, por sua vez, é a negação mais direta do mandamento “não matarás” e da dignidade inviolável da vida humana, criada à imagem de Deus. Em uma cultura que normaliza o aborto, relativiza a violência e transforma a morte em instrumento político ou econômico, o ensinamento católico permanece claro: nenhuma circunstância justifica a eliminação deliberada de um inocente. O sangue derramado clama a Deus, como o de Abel, denunciando uma humanidade que perdeu o sentido do sagrado.

A corrupção, muitas vezes tratada como “mal necessário” ou prática cultural tolerável, é um pecado grave contra a justiça e a caridade social. Ela rouba dos pobres, destrói a confiança, perverte instituições e envenena a vida comunitária. Os profetas bíblicos e o ensinamento social da Igreja são unânimes em denunciar esse mal como abominação diante de Deus, pois transforma o poder em instrumento de opressão.

Diante desses pecados, a resposta cristã não é o desespero nem o silêncio cúmplice, mas a conversão sincera. Na vida pessoal, exige-se exame de consciência, arrependimento e recurso humilde aos sacramentos, especialmente a Confissão. Na vida familiar, pede-se fidelidade, educação moral e testemunho coerente. Na vida comunitária, requer-se coragem profética para rejeitar a mentira, defender a vida e promover a justiça.

Reconhecer a gravidade do adultério, do assassinato e da corrupção não é negar a misericórdia de Deus, mas levá-la a sério. A verdadeira misericórdia não ignora o pecado; ela o enfrenta para curar. O cristão é chamado a viver com temor de Deus, não por medo servil, mas por amor reverente Àquele que é justo e misericordioso. Somente assim a fé deixa de ser discurso e se torna vida coerente, capaz de transformar o coração do homem e, por ele, o mundo.

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