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Penso e Falo

Rayman Assunção

Quando eu entendo meu lugar, a casa se mantém de pé

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Olá!

Quando eu penso num guarda-chuvas, onde no topo dele está Deus, logo abaixo estou eu, e abaixo de mim está minha esposo e meu filho, não vejo apenas um símbolo bonito. Vejo uma verdade simples e firme: a vida familiar só funciona quando existe ordem. Não uma ordem dura ou autoritária, mas uma ordem viva, responsável e cheia de sentido. Cada um no seu lugar, fazendo o que precisa ser feito, sem competição, sem confusão.

No topo está Deus. E isso, para mim, é inegociável. Quando Deus sai do lugar mais alto, tudo começa a desandar. As decisões ficam rasas, o orgulho cresce e a família passa a girar em torno do ego de alguém. Colocar Deus acima de todos não diminui ninguém — pelo contrário, nos coloca no eixo. É Ele quem dá direção, limite e propósito ao lar.

Logo abaixo estou eu. E faço questão de dizer: estar nesse lugar não é privilégio, é responsabilidade. Eu não estou acima para mandar, mas para sustentar. Cabe a mim proteger minha família, liderar com consciência e prover com dignidade. Liderar, para mim, é assumir o peso das decisões, é dar exemplo, é estar presente quando é mais fácil fugir. Quando eu falho nisso, não falho só comigo — falho com todos.

A liderança que eu acredito não é grito nem imposição. É coerência. É saber quando falar e quando calar. É não terceirizar o que é meu dever. Um lar sem liderança vira um território inseguro, cheio de ruídos e disputas silenciosas.

Ao meu lado está minha esposa. Não abaixo, não atrás, mas comigo, em complementaridade. Ela conforta, ensina, nutre e sustenta a alma da casa de um jeito que ninguém mais consegue. Quando ela é respeitada, ouvida e valorizada, o ambiente muda. A casa respira melhor. Ignorar isso é cavar problemas emocionais que aparecem mais cedo ou mais tarde.

E abaixo vêm meu filho. E aqui sou firme: filho não precisa mandar, precisa aprender. Amar os pais e obedecer não é submissão cega, é formação. Limite não traumatiza; limite orienta. Criança que cresce sem referência cresce insegura, mesmo quando parece “livre”.

Essa ordem não é antiga por acaso. Ela sobreviveu porque funciona. Quando cada um assume seu papel, ninguém é diminuído. Todos crescem. Quando essa estrutura é quebrada, o lar vira palco de conflitos, não lugar de descanso.

Eu acredito, com convicção, que muitas famílias hoje não sofrem por falta de amor, mas por falta de ordem. Amor sem direção confunde. Ordem com amor protege.

Família não se sustenta no improviso. Se constrói com princípios, responsabilidade e humildade para reconhecer que, acima de mim e dos meus, está Deus — e é Ele quem mantém tudo de pé.

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