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Penso e Falo

Rayman Assunção

Pra quê um site pessoal seu? Para se exibir? Eu respondo

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Ola!

Volta e meia alguém solta essa pergunta com um meio sorriso torto, quase uma acusação disfarçada de conselho: “Pra quê um site pessoal? Pra se exibir?”. Normalmente vem acompanhada daquela sugestão clássica: “Fica mais discreto”, “Não precisa se mostrar tanto”. Eu escuto, penso um pouco… e sigo fazendo.
Eu criei um site — e também uso redes sociais — não para me exibir, mas para me expressar. São coisas diferentes. Exibição é gritar “olhem pra mim”. Expressão é dizer “isso é o que penso, se fizer sentido pra você, fique”. Meu site não é vitrine de ego, é mesa de conversa. Eu escrevo porque pensar sozinho cansa. Escrever organiza. Publicar compartilha.

O que coloco ali são pensamentos, ideias, reflexões, artigos simples sobre vida, fé, trabalho, família, desafios diários. Coisas que eu mesmo preciso ouvir. Não escrevo do alto de um pedestal, escrevo do chão da vida real. Quem lê não encontra fórmulas mágicas, encontra humanidade. E isso, para mim, já basta.

Curiosamente, quem chama isso de “exibição” quase nunca cria nada. Não escreve, não constrói, não propõe. Apenas observa de longe e julga. Muitas vezes não é zelo, é inveja mal resolvida. Não inveja do sucesso — porque nem sempre há sucesso — mas da coragem. Coragem de pensar, de dizer, de assinar o que se pensa num mundo que prefere o silêncio confortável ou a repetição vazia.

Eu não obrigo ninguém a ler. Não imploro aplausos. Não vivo de curtidas. Meu conteúdo fica ali, disponível, como um livro numa estante pública. Quem quiser, pega. Quem não quiser, passa reto. Simples assim.

E se uma única pessoa, em meio a um dia difícil, encontra num texto meu uma palavra que ajude a respirar melhor, a pensar com mais calma, a enfrentar um problema com mais lucidez, então o site já cumpriu seu papel. Ajudar alguém a viver melhor nunca foi exibicionismo. Sempre foi serviço.

No fim das contas, quem confunde expressão com exibição talvez precise rever seus próprios silêncios. Eu sigo escrevendo. Não para aparecer, mas para compartilhar. Porque pensamento guardado apodrece. Pensamento partilhado pode virar caminho.

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