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Penso e Falo

Rayman Assunção

Não obrigo ninguém a me seguir. Mas também não sigo quem tenta me obrigar

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Olá!

Eu aprendi, com o tempo e com a vida, a ficar em paz com uma verdade simples: ninguém é obrigado a caminhar comigo. Minhas ideias, meus projetos e minhas convicções não são algemas. São propostas. Quem quiser, chega. Quem não quiser, segue outro rumo. E está tudo bem.

Nunca tive vocação para líder autoritário nem para missionário da própria opinião. Não gasto energia tentando convencer quem já decidiu não caminhar comigo. A liberdade do outro não me incomoda. Pelo contrário, eu a respeito. Cada um sabe onde o calo aperta, o que carrega no coração e o que consegue sustentar com coerência. Obrigar alguém a seguir uma ideia é o jeito mais rápido de esvaziá-la de sentido.

Mas existe um limite muito claro para mim: eu não sigo ninguém que tenta me obrigar. Quando surgem ameaças veladas, chantagens emocionais ou falsas promessas de sucesso, reconhecimento ou vantagem futura, eu me retiro. Sem escândalo. Sem briga. Sem discurso inflamado. Apenas sigo meu caminho.

Quem tenta conduzir pessoas pelo medo já perdeu a autoridade moral antes mesmo de começar. Quem promete o que não pode cumprir ou usa o desespero alheio como moeda de troca não constrói nada sólido. Eu não negocio meus valores em troca de aplausos, nem minhas convicções em troca de supostas oportunidades.

Se for preciso caminhar sozinho, eu caminho. Não vejo isso como fracasso. Vejo como fidelidade. Fidelidade a mim mesmo, à minha consciência e aos princípios que carrego. Andar acompanhado é bom, fortalece e anima. Mas andar em desacordo comigo mesmo custa caro demais. A solidão, quando é honesta, pesa menos que a companhia errada.

Sou livre para rejeitar ideias e projetos que não dialogam com aquilo em que acredito. Livre para dizer “não” sem culpa. Livre para não ceder à pressão do grupo, ao discurso fácil ou à promessa vazia. Essa liberdade não me torna arrogante; me torna responsável.

Sigo meu caminho com tranquilidade. Quem quiser caminhar comigo, que venha por convicção, não por medo. Quem não quiser, que vá em paz. Não obrigo ninguém a me seguir. Mas também não sigo ninguém que tenta me empurrar para onde não quero ir.

No fim das contas, prefiro poucos passos firmes do que uma multidão andando sem direção. E prefiro a coerência silenciosa a qualquer sucesso construído à base de imposição.

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